Momento desabafo

O circo de horrores

Eis um desabafo feito em minha timeline do Facebook no dia 19/04/2016 em razão do processo de impeachment e do circo instalado nas casas congressuais.

 

(e podem concordar, discordar, contrapor ou o que quiserem, EXCETO me desrespeitar. Exijo respeito e peço por tolerância – elementos que têm faltado em boa parte dos posicionamentos acerca do tema)

O grande circo aberto mostra ao centro quem precisa ser devorado pelos leões. Mas ainda falta muito pão, saúde, honestidade e vergonha na cara! Por que não se jogam ao coliseu todos os deliquentes das casas congressuais para aplacar a sede de sangue que mobiliza a sociedade?

É preciso que aproveitemos o momento para profunda reflexão. Ver um a um daqueles que nos representam evidencia o mosaico de nossas contradições. Essa miscelânea que contém uma série de enganadores, glutões, palhaços e corruptos tem mais de nós do que podemos imaginar. Nenhum ali estaria se não tivéssemos votado para que estivessem. Discursos em looping, egóicos, religiosos, que nada dizem… Que lástima ser assim “representado”!

Há pouco, depois de uma relaxante corrida no Parque da Cidade, passei para tomar um açaí na 104 sul. Ao redor, alguns ligados à TV manifestavam suas convicções políticas e seu posicionamento. Outros, em resposta, achavam-se no direito de achincalhar, de gritar, xingar e ofender as opiniões manifestas e divergentes. Achei até que haveria embate físico… Mas o que esperar de uma sociedade que tenha na linha sucessória ao poder Temer, Cunha e Renan?

O resultado de nossos paradoxos e contradições é o Congresso. Eu e você estamos ali. Não temos estabilidade democrática e mal exercemos os deveres da cidadania. Democracia pressupõe respeito e, como corolário dele, a tolerância. Concordar, não vem ao caso. Convencer-se, uma opção. Atacar, ofender, xingar, bater, vandalizar, tudo isso, reflexo de nossa baixa maturidade cívica. Também nos será imputada a inconsequência de um processo de impeachment mal sucedido, mal compreendido e parcialmente endereçado.

Afastemos o cálice, ainda que pereça Geni! Que ela nos mostre por sua imagem repugnante a face de nossa identidade, de nossa falta de unidade, de nossas feridas que precisam ser tocadas. Mais do que impeachment, precisamos de reforma política. Além dela, de reforma cultural. Precisamos é da cura do “jeitinho brasileiro” presente nos vários cunhas, renans, lulas, dilmas, aécios, entre outros, presentes do Oiapoque ao Chui. Todos eles circulam livremente, saqueando o que podem, dentro de sua órbita de poder. Urgem, portanto, o respeito, a tolerância, a participação, a consciência, o posicionamento e a própria democracia – aquela de fato, não só no papel.

Percebam! Não temos heróis, não temos opção é há muitos algozes. Quem conduz o apedrejamento tem nas costas peso maior se comparamos com quem é a bola da vez. Logo, não há um só culpado: SOMOS TODOS CULPADOS!

Faça um Comentário