O que aprendi

Sou professor, mas sou normal!

Dia desses fui fazer a bendita prova do TCDF e encontrei muitos de meus alunos no UniCeub, o que é para mim motivo de alegria. O comentário mais comum entre aqueles que vieram me cumprimentar foi o de que haveria no concurso “menos uma vaga”. Não sei se foi estratégia de vocês, mas batia a cada instante a insegurança e medo causados pela pressão de “ter que passar” a despeito de ter ou não estudado.

Cheguei a comentar aqui meu mal rendimento e adorei um comentário que recebi: “professor passando pelo que a gente passa! Engole o choro e segue!” Maravilha de comentário! Ri bastante. E é basicamente isso. Sou igual a cada um de vocês e ainda sonho, idealizo, quero um cargo melhor e para tanto, preciso estudar!

Precisamos aprender a não separar, não distinguir por posições sociais, profissionais ou o que seja. Engraçado que, a despeito de ser mais novo, sou sempre “senhor”. Alunos “promovidos” à categoria de amigos, ainda insistem em me chamar de professor, hábito que não se desfaz tão rapidamente. Acho bonito, acho bacana, me sinto importante, mas de fato, desnecessário é. Sou formado da mesma matéria que todos, mas tenho conhecimentos especializados em uma matéria, que amo. Não sou bom em tudo que faço, mas faço bem tudo que amo. Não vou passar em concurso sem sentar a bunda e me dedicar, assim como você também não!

Quando me encontrarem, por favor, falem sim comigo! Vou te receber com imenso carinho e satisfação. Sou do toque, do abraço, do sorriso e do contato. Se te vir e não falar, provavelmente não enxerguei, pois a miopia me limita muito, mas me recuso a usar os óculos… Além disso, devo ter dado aula à metade de Brasília, então por mais que eu seja ótimo em guardar fisionomia, é provável e aceitável que não me recorde de você. Contudo , se a mim chegar, me cumprimentar e disser que teve ou tem aula comigo, presencial ou por vídeos, festa juntos vamos fazer. Ahh, mas pode ser que eu esteja aborrecido, pois minha vida não é um conto de fadas nem filme americano e nisso somos todos exatamente iguais!!!!

Tenho uma maneira peculiar de encarar a vida, fruto de tudo quanto tive de experiências, pois se catalisar o que há de bom para atenuar o efeito ruim de uma insatisfação. Se fiquei triste porque tomei ferro?!?! Ahh, lógico! Mas só um pouquinho, só por um momento. Sabe o que faço com isso?!? Reverto em esforço rumo a um novo.

 

Texto publicado em 9/05/2014

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